
A faringite e amigdalite aguda são infecções comuns da garganta. Conheça as causas, sintomas e como o otorrinolaringologista Dr. Lucas Miranda diagnostica e trata essas condições em São Paulo.
A faringite e a amigdalite aguda são inflamações que afetam a garganta e as amígdalas, estruturas localizadas na parte posterior da boca. Essas condições estão entre as principais razões de consultas ao otorrinolaringologista e podem afetar tanto crianças quanto adultos. Entender suas causas e diferenças é essencial para buscar o tratamento correto.
O que é faringite e o que é amigdalite aguda?
A faringite é a inflamação da faringe — a mucosa que reveste a garganta —, enquanto a amigdalite aguda é a inflamação das amígdalas palatinas, conhecidas popularmente como “amígdalas”. Muitas vezes, as duas condições ocorrem simultaneamente, sendo chamadas de faringoamigdalite. O diagnóstico preciso é fundamental para definir o tratamento adequado, seja ele clínico ou cirúrgico.
Causas da faringite e da amigdalite aguda
A grande maioria dos casos de faringite e amigdalite aguda é causada por vírus, como adenovírus, rinovírus e vírus influenza. Nesses casos, o tratamento é sintomático e a doença costuma se resolver sozinha em uma semana. No entanto, cerca de 15 a 30% dos casos em crianças e 5 a 10% em adultos são causados pela bactéria Streptococcus pyogenes (estreptococo beta-hemolítico do grupo A), que exige tratamento com antibióticos. A amigdalite bacteriana não tratada pode evoluir para complicações graves, como febre reumática e glomerulonefrite.
Outros fatores que predispõem ao desenvolvimento dessas infecções incluem imunidade baixa, exposição ao frio, contato com pessoas doentes, tabagismo e rinite alérgica mal controlada, que pode comprometer as defesas das vias aéreas superiores.
Sintomas da faringite e amigdalite aguda
Os sintomas mais comuns incluem dor de garganta intensa (odinofagia), especialmente ao engolir, dificuldade para se alimentar, febre, mal-estar geral, aumento dos gânglios linfáticos no pescoço (íngua), halitose e, nos casos bacterianos, presença de placas brancas ou amareladas nas amígdalas. Crianças com amigdalite aguda frequentemente apresentam também dor de ouvido devido à inflamação da tuba auditiva, que conecta a garganta ao ouvido médio.
Na amigdalite viral, os sintomas tendem a ser mais leves e costumam estar associados a outros sinais de resfriado, como coriza e tosse. Já na amigdalite bacteriana, a febre é mais alta, as placas são mais evidentes e o estado geral do paciente costuma ser mais comprometido. Em casos de dificuldade respiratória ou para engolir, é necessário buscar atendimento de urgência.
Como o otorrinolaringologista realiza o diagnóstico?
O diagnóstico da faringite e da amigdalite aguda é essencialmente clínico, feito por meio da avaliação dos sintomas e do exame da garganta com abaixador de língua e lanterna. Em casos suspeitos de origem bacteriana, pode ser solicitado um teste rápido de estreptococo (RADT) ou uma cultura de swab de garganta para confirmação. Exames de sangue podem ser indicados quando há suspeita de mononucleose infecciosa, que causa um quadro semelhante ao da amigdalite bacteriana.
Segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o diagnóstico diferencial correto entre amigdalite viral e bacteriana é fundamental para evitar o uso desnecessário de antibióticos e suas consequências.
Tratamento da faringite e amigdalite aguda
O tratamento da faringite viral é sintomático: repouso, hidratação, analgésicos, antitérmicos e gargarejos com água morna e sal. Nos casos bacterianos confirmados, o antibiótico de escolha é a amoxicilina ou a penicilina, por um período de 7 a 10 dias. É fundamental completar o curso do antibiótico mesmo com a melhora dos sintomas, para evitar recidivas e o desenvolvimento de complicações.
Em pacientes com episódios recorrentes de amigdalite — geralmente definidos como seis ou mais episódios por ano — o otorrinolaringologista pode indicar a amigdalectomia, a cirurgia de retirada das amígdalas. Esse procedimento é seguro, eficaz e promove melhora significativa da qualidade de vida do paciente, eliminando os episódios repetidos de infecção.
Quando consultar um otorrinolaringologista?
Procure o otorrinolaringologista quando a dor de garganta for intensa, persistir por mais de 72 horas sem melhora, vier acompanhada de febre alta, dificuldade para respirar ou engolir, ou quando houver presença de placas visíveis nas amígdalas. Também é importante buscar avaliação especializada em casos de amigdalites de repetição, pois o tratamento adequado evita complicações e melhora a qualidade de vida.
O Dr. Lucas Miranda, otorrinolaringologista em São Paulo, realiza avaliação completa da garganta e das amígdalas, oferecendo diagnóstico preciso e plano de tratamento individualizado. Se você sofre com faringite ou amigdalite aguda frequente, agende uma consulta.
Dr. Lucas Miranda — CRM-SP 207609 · RQE 133.289
Otorrinolaringologista com Residência no Hospital CEMA, Fellowship em Rinologia e aprimoramento em Medicina do Sono. Atende no Itaim Bibi, em São Paulo.
Outros artigos

Vertigem e Labirintite: o papel do otorrinolaringologista no diagnóstico
Vertigem e labirintite são frequentemente confundidas, mas têm causas e tratamentos distintos. Entenda como o otorrinolaringologista atua no diagnósti…
Ler artigo
Perda Auditiva em Adultos: sinais de alerta e opções de tratamento
A perda auditiva pode evoluir silenciosamente e afetar a comunicação, o trabalho e a vida social. Saiba quais são os sinais de alerta, as principais c…
Ler artigo
Rinite Alérgica: como diferenciar de outras doenças nasais e tratar
A rinite alérgica é frequentemente confundida com gripes e sinusites. Entenda como reconhecer seus sintomas, diferenciá-la de outras doenças nasais e …
Ler artigoTem esse sintoma? Não adie a avaliação.
A intervenção precoce evita anos de má qualidade de sono e respiração ineficaz. Agende sua consulta com o Dr. Lucas Miranda.