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Ronco: normal ou problema de saúde

14 de abril de 2026 · 4 min de leitura · por Dr. Lucas Miranda

Ronco: normal ou problema de saúde

O ronco pode parecer inofensivo, mas quando é frequente ou intenso pode indicar distúrbios do sono, como a apneia. A avaliação com o otorrinolaringologista é essencial para diagnóstico e tratamento adequados.

Ronco: quando deixa de ser normal e passa a ser um problema de saúde

O ronco é um ruído provocado pela vibração dos tecidos das vias aéreas superiores durante o sono. Embora muitas pessoas encarem o ronco como algo comum ou apenas um incômodo social, ele pode ser um importante sinal de alerta para problemas de saúde. Quando frequente, intenso ou associado a outros sintomas, o ronco deixa de ser normal e passa a exigir avaliação médica. O otorrinolaringologista é o especialista indicado para investigar as causas do ronco e definir o tratamento mais adequado. O Dr. Lucas Miranda realiza uma abordagem completa e individualizada para o diagnóstico e o controle do ronco, no Itaim Bibi, em São Paulo.

O Que é o Ronco e Por Que Ele Acontece

O ronco ocorre quando há dificuldade na passagem do ar pelas vias aéreas superiores durante o sono. Esse estreitamento faz com que estruturas como o palato mole, a úvula, a língua e as paredes da faringe vibrem com a respiração, produzindo o som característico. Fatores como relaxamento muscular excessivo, obstruções nasais e alterações anatômicas favorecem esse processo.

Ronco Ocasional x Ronco Crônico

O ronco ocasional pode surgir após consumo de álcool, noites mal dormidas, resfriados ou crises alérgicas, e geralmente desaparece quando o fator desencadeante é resolvido. Já o ronco crônico ocorre de forma frequente, na maioria das noites, e tende a ser mais alto e persistente. Esse tipo de ronco merece atenção, pois pode estar associado a distúrbios respiratórios do sono.

Quando o Ronco Deixa de Ser Normal

O ronco passa a ser considerado um problema de saúde quando interfere na qualidade do sono do paciente ou de quem convive com ele, ou quando vem acompanhado de sintomas como sonolência diurna excessiva, cansaço ao acordar, dor de cabeça matinal, dificuldade de concentração e irritabilidade. Outro sinal de alerta importante é a presença de pausas respiratórias durante o sono, engasgos ou sensação de sufocamento, que podem indicar apneia do sono.

Relação Entre Ronco e Apneia do Sono

Nem todo ronco é apneia do sono, mas a maioria dos pacientes com apneia ronca. A apneia obstrutiva do sono é caracterizada por episódios repetidos de obstrução das vias aéreas durante o sono, levando à queda da oxigenação do sangue e a microdespertares frequentes. O ronco intenso e irregular costuma ser um dos principais sinais desse distúrbio, que pode trazer sérias consequências cardiovasculares se não tratado.

O Papel do Otorrinolaringologista na Avaliação do Ronco

A avaliação do ronco começa com uma consulta otorrinolaringológica detalhada. O Dr. Lucas Miranda analisa o histórico clínico, os hábitos de sono e os sintomas associados. O exame físico das vias aéreas superiores é essencial para identificar possíveis causas do ronco, como desvio de septo, aumento de cornetos nasais, hipertrofia de amígdalas, alterações no palato mole ou na base da língua.

Quando necessário, o otorrinolaringologista pode solicitar exames complementares, como a polissonografia, que avalia o sono de forma completa e permite identificar se o ronco está associado à apneia do sono e qual a gravidade do quadro.

Principais Causas do Ronco

As causas do ronco são variadas e podem atuar isoladamente ou em conjunto. Entre as mais comuns estão: obstrução nasal crônica (rinite, sinusite ou desvio de septo), aumento das amígdalas, flacidez do palato mole, sobrepeso e obesidade, consumo de álcool antes de dormir, tabagismo e alterações na posição da mandíbula durante o sono. Identificar a causa é fundamental para um tratamento eficaz.

Tratamentos Disponíveis para o Ronco

O tratamento do ronco depende diretamente de sua causa. Em casos leves, mudanças no estilo de vida podem ser suficientes, como controle do peso, evitar álcool à noite, melhorar a higiene do sono e tratar doenças nasais. O otorrinolaringologista também pode indicar tratamentos clínicos para rinite e obstruções nasais.

Quando há alterações anatômicas importantes, podem ser indicados procedimentos cirúrgicos otorrinolaringológicos, como correção do desvio de septo, cirurgia dos cornetos, amigdalectomia ou procedimentos no palato. Em situações associadas à apneia do sono, o uso do CPAP pode ser necessário, sempre com acompanhamento médico especializado.

Consequências do Ronco Não Tratado

Além de prejudicar o convívio social e familiar, o ronco não tratado pode comprometer seriamente a saúde. Quando associado à apneia do sono, aumenta o risco de hipertensão, infarto, AVC, arritmias cardíacas e acidentes por sonolência. Por isso, o acompanhamento com um otorrinolaringologista é essencial.

Quando Procurar Ajuda Especializada

Se o ronco é frequente, alto ou acompanhado de sonolência excessiva e pausas respiratórias durante o sono, é fundamental buscar uma avaliação otorrinolaringológica. O diagnóstico precoce permite um tratamento mais eficaz e melhora significativa da qualidade de vida.

Agende uma consulta com o Dr. Lucas Miranda e cuide da sua saúde do sono. Conheça também a nossa clínica e tenha um acompanhamento especializado e seguro.

Sobre o autor

Dr. Lucas Miranda — CRM-SP 207609 · RQE 133.289

Otorrinolaringologista com Residência no Hospital CEMA, Fellowship em Rinologia e aprimoramento em Medicina do Sono. Atende no Itaim Bibi, em São Paulo.

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