
A epistaxe, ou sangramento nasal, é comum e geralmente benigna. Saiba as causas, como agir durante o episódio e quando consultar o otorrinolaringologista para tratamento adequado.
A epistaxe, nome técnico para o sangramento nasal, é uma ocorrência bastante comum que pode acontecer em qualquer pessoa, em qualquer faixa etária. Na maioria das vezes, o sangramento é breve e se resolve espontaneamente, mas existem casos em que a epistaxe pode ser intensa, recorrente ou indicar uma condição de saúde subjacente que requer avaliação pelo otorrinolaringologista.
O que é epistaxe?
A epistaxe é definida como o sangramento originado das mucosas que revestem o interior do nariz. Anatomicamente, o nariz é uma região muito vascularizada, especialmente na área conhecida como plexo de Kiesselbach, localizada na parte anterior do septo nasal. É nessa região que ocorre a grande maioria dos casos — cerca de 90 a 95% — das epistaxes, chamadas de anteriores. Os demais casos originam-se de vasos mais profundos e são classificados como epistaxes posteriores, geralmente mais intensas e de difícil controle sem intervenção médica.
Causas da epistaxe
As causas da epistaxe são variadas. As mais comuns incluem ressecamento da mucosa nasal (especialmente em climas secos ou com uso de ar-condicionado), traumatismos locais como coçar o nariz com frequência, rinite alérgica e outras inflamações nasais, uso de medicamentos que interferem na coagulação sanguínea (como aspirina e anticoagulantes) e hipertensão arterial não controlada. Causas menos comuns, mas mais graves, incluem tumores benignos ou malignos das fossas nasais, distúrbios da coagulação e doenças sistêmicas como a telangiectasia hemorrágica hereditária.
Em crianças, a epistaxe é frequentemente causada por traumatismos locais e pelo ressecamento da mucosa. Já em adultos mais velhos, a associação com hipertensão arterial e uso de anticoagulantes é mais comum. Pacientes com desvio de septo nasal também podem apresentar sangramento com maior frequência, pois o septo desviado altera o fluxo de ar e resseca determinadas regiões da mucosa.
Como agir durante um sangramento nasal?
Na maioria dos casos, a epistaxe pode ser controlada em casa com algumas medidas simples. A orientação correta é inclinar levemente a cabeça para frente — e não para trás, como muitos fazem incorretamente — e comprimir as narinas com os dedos por 10 a 15 minutos sem interrupção. Isso permite que o sangue coagule na região anterior do nariz. Respirar pela boca durante esse período é fundamental. Não é recomendado colocar o nariz para trás, o que faz com que o sangue escorra para a garganta e cause náuseas ou engasgos.
Quando procurar o otorrinolaringologista?
Embora a maioria dos episódios de epistaxe se resolva espontaneamente ou com as manobras de compressão descritas acima, há situações em que a avaliação médica especializada é indispensável. Procure o otorrinolaringologista quando o sangramento for intenso e não ceder após 20 a 30 minutos de compressão, quando os episódios forem frequentes (mais de uma vez por semana), quando houver sangramento em ambas as narinas simultaneamente, quando ocorrer após trauma facial, ou quando o paciente usar anticoagulantes ou tiver histórico de pressão alta mal controlada.
Tratamento da epistaxe pelo otorrinolaringologista
O tratamento da epistaxe depende de sua causa e intensidade. Para epistaxes anteriores recorrentes, uma das abordagens mais eficazes é a cauterização nasal, procedimento simples e rápido realizado no consultório pelo otorrinolaringologista, que promove o fechamento dos vasos sanguíneos responsáveis pelo sangramento. Em casos de epistaxe posterior grave, pode ser necessário tamponamento nasal ou, em situações mais complexas, embolização arterial ou cirurgia endoscópica.
O tratamento da condição de base é igualmente importante. O controle da pressão arterial, o ajuste de medicamentos anticoagulantes em conjunto com o médico responsável e o tratamento de rinites e sinusites são medidas fundamentais para reduzir a recorrência dos episódios. O uso de soro fisiológico em spray nasal também auxilia na hidratação da mucosa e na prevenção de episódios em ambientes secos.
Segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, a avaliação endoscópica nasal é recomendada para todos os pacientes com epistaxe recorrente, pois permite identificar lesões vasculares, desvios de septo ou outras causas estruturais que contribuem para o sangramento.
O Dr. Lucas Miranda, otorrinolaringologista em São Paulo, realiza avaliação completa das fossas nasais por endoscopia e oferece tratamento personalizado para epistaxe. Se você apresenta sangramentos nasais frequentes ou intensos, agende uma consulta para receber o diagnóstico e tratamento adequados.
Dr. Lucas Miranda — CRM-SP 207609 · RQE 133.289
Otorrinolaringologista com Residência no Hospital CEMA, Fellowship em Rinologia e aprimoramento em Medicina do Sono. Atende no Itaim Bibi, em São Paulo.
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