
A candidíase orofaríngea é uma infecção fúngica da boca e garganta causada pela Candida albicans. Saiba as causas, sintomas e como o otorrinolaringologista diagnostica e trata essa condição.
A candidíase orofaríngea é uma infecção fúngica da boca e da faringe causada pelo fungo Candida albicans. Embora seja uma condição comum e tratável, pode se tornar persistente e debilitante em pessoas com fatores de risco específicos. O otorrinolaringologista é um dos especialistas habilitados para diagnosticar e tratar essa infecção quando compromete a garganta e as vias aéreas superiores.
O que é a candidíase orofaríngea?
Essa infecção ocorre quando o fungo Candida albicans — que normalmente habita a mucosa oral em pequenas quantidades — se multiplica de forma excessiva, causando uma infecção sintomática. Essa proliferação ocorre quando o equilíbrio da microbiota oral é perturbado ou quando o sistema imunológico está comprometido. Clinicamente, manifesta-se como placas brancas ou cremosas sobre a mucosa bucal, língua e faringe, podendo causar desconforto, dificuldade para engolir e rouquidão quando a laringe é acometida.
Causas e fatores de risco da candidíase orofaríngea
Vários fatores predispõem a esse problema. O uso prolongado de antibióticos de amplo espectro destrói as bactérias benéficas que controlam o crescimento do fungo. Os corticosteroides inalatórios, muito utilizados no tratamento da asma, depositam-se na mucosa oral e faríngea favorecendo a infecção — motivo pelo qual é recomendado bochechar com água após cada uso. A imunossupressão por doenças como HIV/AIDS, diabetes mellitus descompensado e uso de medicamentos imunossupressores é um fator de risco importante. Próteses dentárias mal ajustadas, xerostomia (boca seca) e tabagismo completam os principais fatores.
Sintomas: como reconhecer a candidíase orofaríngea
Os sintomas incluem placas brancas ou amareladas que podem ser removidas com uma espátula, deixando uma área avermelhada e sangrante; sensação de queimação ou ardência na boca e garganta; alteração no paladar; dificuldade para engolir (disfagia); e, nos casos em que há extensão para a laringe, disfonia (rouquidão). A candidíase eritematosa, menos frequente, se apresenta como eritema (vermelhidão) sem placas brancas, sendo mais difícil de diagnosticar clinicamente.
Diagnóstico pelo otorrinolaringologista
O diagnóstico da candidíase orofaríngea é principalmente clínico, baseado no aspecto característico das lesões. O otorrinolaringologista realiza oroscopia e, quando há extensão para a hipofaringe ou laringe, pode utilizar a nasofibroscopia para avaliar o grau de comprometimento. Em casos duvidosos ou recorrentes, pode-se realizar exame micológico direto (raspado das lesões) e cultura fúngica para confirmar a espécie e o perfil de sensibilidade ao antifúngico. Em adultos jovens sem fatores de risco óbvios, é essencial investigar causas sistêmicas como HIV e diabetes.
Tratamento da candidíase orofaríngea
O tratamento de primeira linha é feito com antifúngicos azólicos. A nistatina suspensão oral (bochecho e deglutição) é indicada em casos leves. O fluconazol oral é o tratamento preferencial para casos moderados a graves, com excelente eficácia e boa tolerabilidade. Em pacientes imunossuprimidos ou com candidíase refratária ao fluconazol, podem ser necessários antifúngicos alternativos como itraconazol, voriconazol ou equinocandinas. Paralelamente ao tratamento antifúngico, é fundamental identificar e controlar os fatores predisponentes para prevenir recorrências. Segundo estudos sobre candidíase orofaríngea, o controle dos fatores de risco é essencial para evitar recidivas.
Candidíase e refluxo laringofaríngeo: uma associação importante
O refluxo laringofaríngeo pode alterar o pH da mucosa faríngea e laríngea, criando um ambiente mais propício ao crescimento fúngico. Da mesma forma, a candidíase pode irritar a mucosa e agravar os sintomas do refluxo. O otorrinolaringologista deve estar atento a essa associação e tratar ambas as condições quando presentes simultaneamente. A abordagem integrada inclui dieta anti-refluxo, uso de inibidores de bomba de prótons e antifúngicos, além do controle dos demais fatores de risco.
Consulte um otorrinolaringologista em São Paulo
Se você apresenta placas brancas na boca ou garganta, dificuldade para engolir ou alteração na voz persistente, procure avaliação especializada. O Dr. Lucas Miranda, otorrinolaringologista em São Paulo, realiza diagnóstico preciso e indica o tratamento mais adequado para a candidíase orofaríngea e outras condições das vias aéreas superiores.
Dr. Lucas Miranda — CRM-SP 207609 · RQE 133.289
Otorrinolaringologista com Residência no Hospital CEMA, Fellowship em Rinologia e aprimoramento em Medicina do Sono. Atende no Itaim Bibi, em São Paulo.
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