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Halitose (Mau Hálito): causas, diagnóstico e tratamento pelo otorrinolaringologista

26 de maio de 2026 · 3 min de leitura · por Dr. Lucas Miranda

Halitose (Mau Hálito): causas, diagnóstico e tratamento pelo otorrinolaringologista

A halitose (mau hálito) pode ter origem nas vias aéreas superiores. Saiba como o otorrinolaringologista diagnostica e trata as causas como sinusite, amigdalite crônica e refluxo laringofaríngeo.

O mau hálito, cientificamente chamado de halitose, é uma condição que afeta milhões de pessoas e pode comprometer significativamente a qualidade de vida, as relações interpessoais e a autoestima. Embora frequentemente associada a problemas bucais, a halitose pode ter origem nas vias aéreas superiores — garganta, nariz e seios paranasais — tornando o otorrinolaringologista um especialista fundamental no diagnóstico e tratamento de casos persistentes.

O que é a halitose e por que ela ocorre?

Esse problema resulta da produção de compostos sulfurados voláteis (CSV) por bactérias anaeróbicas que se multiplicam em ambientes ricos em proteínas. Esses compostos têm odor desagradável e são liberados na respiração. A cavidade oral — especialmente a língua, as tonsilas (amígdalas) e as gengivas — é a fonte mais comum. Entretanto, condições das vias aéreas superiores também contribuem de forma significativa para o problema.

Causas otorrinolaringológicas da halitose

Diversas condições tratadas pelo otorrinolaringologista podem causar ou agravar a halitose. A sinusite crônica e os pólipos nasais geram secreção mucopurulenta que escorre pela garganta (gotejamento pós-nasal), servindo de substrato para as bactérias. A amigdalite crônica e os criptas tonsilares (pequenas cavidades nas amígdalas) acumulam resíduos alimentares e células mortas que formam os chamados “cáseos” — massas branco-amareladas com odor intenso. O refluxo laringofaríngeo também pode causar halitose ao depositar ácido gástrico na faringe e laringe.

Diagnóstico: como identificar a origem da halitose

O diagnóstico da halitose exige uma avaliação multidisciplinar. O otorrinolaringologista realiza exame clínico completo da cavidade oral, faringe, nariz e laringe (por nasofibroscopia quando necessário) para identificar possíveis focos nas vias aéreas. A mensuração objetiva do hálito pode ser feita com halímetro, aparelho que quantifica os compostos sulfurados exalados. É fundamental afastar causas sistêmicas como diabetes, insuficiência renal e doenças hepáticas, além de investigar o uso de medicamentos que reduzem a salivação.

Amigdalite crônica e cáseos: uma causa frequente e tratável

Os cáseos tonsilares (tonsilolitos) são uma das causas mais frequentes de halitose de origem otorrinolaringológica. Formados dentro das criptas das amígdalas, contêm bactérias, restos alimentares e células epiteliais em decomposição. O paciente pode perceber pequenas massas brancas que saem da garganta ao tossir. O tratamento pode incluir a remoção periódica dos cáseos pelo otorrinolaringologista, higiene das amígdalas com irrigação, uso de antibióticos nas crises agudas e, nos casos refratários, a amigdalectomia (retirada das amígdalas).

Sinusite e gotejamento pós-nasal como causas de halitose

A sinusite crônica produz secreção espessa e malcheirosa que drena pela parte posterior da garganta (gotejamento pós-nasal). Essa secreção serve de alimento para bactérias anaeróbicas e contribui diretamente para o mau hálito. O tratamento da sinusite — com irrigação nasal salina, corticoides intranasais e, quando necessário, cirurgia endoscópica dos seios paranasais — frequentemente resolve o problema do mau hálito de forma satisfatória. Da mesma forma, a halitose associada ao refluxo laringofaríngeo responde ao tratamento com inibidores de bomba de prótons e mudanças no estilo de vida.

Tratamento e prevenção da halitose

O tratamento deve ser direcionado à causa identificada. Medidas gerais incluem higiene oral rigorosa (escovação da língua, fio dental, bochecho com antisséptico), hidratação adequada para manter a produção de saliva, e evitar alimentos e hábitos que contribuem para o mau hálito (álcool, tabaco, alimentos de odor forte). O acompanhamento conjunto com dentista e otorrinolaringologista é fundamental para casos complexos. Com diagnóstico preciso e tratamento adequado, a grande maioria dos pacientes consegue resolver ou controlar a halitose de forma satisfatória.

Consulte o otorrinolaringologista em São Paulo

Se o problema persiste apesar de uma boa higiene bucal, pode haver uma causa nas vias aéreas superiores que precisa ser investigada. O Dr. Lucas Miranda, otorrinolaringologista em São Paulo, realiza avaliação completa para identificar e tratar a origem do problema de forma definitiva e personalizada.

Sobre o autor

Dr. Lucas Miranda — CRM-SP 207609 · RQE 133.289

Otorrinolaringologista com Residência no Hospital CEMA, Fellowship em Rinologia e aprimoramento em Medicina do Sono. Atende no Itaim Bibi, em São Paulo.

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