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Pólipos Nasais: causas, sintomas e quando o otorrinolaringologista indica cirurgia

22 de maio de 2026 · 4 min de leitura · por Dr. Lucas Miranda

Pólipos Nasais: causas, sintomas e quando o otorrinolaringologista indica cirurgia

Os pólipos nasais são crescimentos benignos da mucosa nasal que causam obstrução, perda de olfato e sinusites recorrentes. Entenda as causas, sintomas e quando a cirurgia é indicada pelo otorrinolaringologista.

Os pólipos nasais são crescimentos benignos da mucosa que reveste o nariz e os seios da face. Macios, não dolorosos e desprovidos de sensibilidade, eles se desenvolvem como resposta a inflamação crônica e podem obstruir progressivamente as vias aéreas nasais, prejudicando significativamente a qualidade de vida. Quando volumosos, os pólipos dificultam a respiração nasal, eliminam o olfato e favorecem infecções recorrentes dos seios paranasais.

A polipose nasossinusal é uma condição relativamente comum, afetando entre 1% e 4% da população adulta. Ela é mais frequente em homens e costuma surgir após os 20 anos de idade. Embora benigna, a doença tem caráter crônico e tendência à recidiva, exigindo acompanhamento contínuo com o otorrinolaringologista.

Causas dos pólipos nasais

A origem exata dos pólipos nasais ainda é objeto de pesquisa, mas a inflamação crônica da mucosa nasossinusal é o denominador comum. Diversas condições predispõem ao desenvolvimento de pólipos:

Rinite alérgica e asma

A inflamação persistente causada pela rinite alérgica e pela asma cria um ambiente propício ao crescimento de pólipos. Pacientes com as duas condições simultaneamente têm risco até três vezes maior de desenvolver polipose. O manejo adequado dessas doenças de base é fundamental para controlar a formação dos pólipos.

Doença respiratória exacerbada pelo ácido acetilsalicílico (DRAA)

A tríade de Samter — asma, polipose nasal e sensibilidade a anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), especialmente o ácido acetilsalicílico — é uma forma grave da doença que tende a ser mais resistente ao tratamento. Pacientes com essa tríade devem evitar AINEs e receber acompanhamento especializado.

Fibrose cística e imunodeficiências

Crianças com fibrose cística frequentemente desenvolvem pólipos nasais. Imunodeficiências primárias e secundárias também podem favorecer inflamações crônicas que resultam em polipose.

Sintomas dos pólipos nasais

Os sintomas variam conforme o tamanho e a localização dos pólipos. Os mais comuns são obstrução nasal progressiva (nariz entupido permanentemente), perda ou redução do olfato (hiposmia ou anosmia), sensação de pressão ou dor facial, coriza, espirros frequentes, ronco e apneia do sono em casos avançados, além de infecções sinusais de repetição. A combinação de obstrução nasal persistente com perda de olfato é um sinal de alerta importante que justifica avaliação imediata com o especialista.

Como o otorrinolaringologista diagnostica os pólipos nasais

O diagnóstico é feito por meio de anamnese detalhada e exame físico, incluindo a nasofibroscopia — exame endoscópico que permite visualizar diretamente o interior da cavidade nasal e dos meatos dos seios paranasais. Pólipos típicos se apresentam como massas acinzentadas, gelatinosas e insensíveis ao toque, geralmente originando-se das células etmoidais.

Tomografia computadorizada de seios da face

A tomografia computadorizada de seios da face é o exame de imagem padrão-ouro para avaliar a extensão da polipose, o grau de comprometimento dos seios paranasais e planejar a cirurgia. Ela permite identificar variações anatômicas e obstrução dos óstios de drenagem, informações essenciais para o planejamento cirúrgico.

Tratamento dos pólipos nasais

O tratamento dos pólipos nasais é combinado e deve ser individualizado. O objetivo é reduzir os pólipos, controlar a inflamação subjacente e prevenir recidivas.

Corticosteroides nasais e sistêmicos

Os corticosteroides intranasais (sprays nasais) são a base do tratamento clínico. Eles reduzem a inflamação, diminuem o tamanho dos pólipos e melhoram os sintomas de forma significativa. Em casos mais graves, cursos curtos de corticosteroides orais podem ser indicados pelo médico para obter redução rápida dos pólipos antes de uma cirurgia ou para avaliar resposta clínica.

Biológicos: dupilumabe e omalizumabe

Para pacientes com polipose grave e refratária ao tratamento convencional, os anticorpos monoclonais (biológicos) representam uma importante evolução terapêutica. O dupilumabe, aprovado para esse uso, bloqueia vias inflamatórias específicas (IL-4 e IL-13) e tem mostrado excelentes resultados na redução dos pólipos e na melhora do olfato.

Cirurgia endoscópica nasossinusal (CENS)

Quando o tratamento clínico não é suficiente, a cirurgia endoscópica nasossinusal (CENS) é indicada. O procedimento remove os pólipos e amplia os óstios dos seios paranasais, melhorando a drenagem e a ventilação. A cirurgia é realizada por via endoscópica, sem incisões externas, com recuperação mais rápida e menor morbidade. Vale ressaltar que a cirurgia não cura a doença de base, portanto o tratamento clínico de manutenção permanece necessário para evitar recidivas.

Quando consultar o otorrinolaringologista?

Se você apresenta obstrução nasal persistente, perda de olfato, infecções sinusais frequentes ou sintomas que não melhoram com o tratamento habitual, procure um otorrinolaringologista em São Paulo. O diagnóstico precoce permite tratamento mais eficaz e reduz as chances de complicações.

O Dr. Lucas Miranda, otorrinolaringologista em São Paulo, realiza avaliação completa de pacientes com suspeita de polipose nasossinusal. Agende sua consulta. Para mais informações, consulte também a Conselho Federal de Medicina.

Sobre o autor

Dr. Lucas Miranda — CRM-SP 207609 · RQE 133.289

Otorrinolaringologista com Residência no Hospital CEMA, Fellowship em Rinologia e aprimoramento em Medicina do Sono. Atende no Itaim Bibi, em São Paulo.

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