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Cisto nos Seios da Face: tipos, sintomas e tratamento pelo otorrinolaringologista

30 de junho de 2026 · 4 min de leitura · por Dr. Lucas Miranda

Cisto nos Seios da Face: tipos, sintomas e tratamento pelo otorrinolaringologista

O cisto nos seios da face é uma formação benigna comum. Saiba quando causa sintomas, como o otorrinolaringologista diagnostica e quando o tratamento cirúrgico é necessário.

O que é o cisto nos seios da face?

O cisto nos seios da face (ou cisto paranasal) é uma formação benigna preenchida por líquido ou muco que se desenvolve nos seios paranasais, cavidades ósseas localizadas ao redor do nariz. A maioria é assintomática e descoberta incidentalmente em exames de imagem realizados por outras razões.

O otorrinolaringologista é o especialista indicado para avaliar, diagnosticar e determinar a conduta mais adequada para os cistos nos seios da face, diferenciando as lesões benignas que não requerem tratamento das que necessitam de intervenção cirúrgica.

Quais são os 5 tipos de cistos nos seios da face?

Os principais tipos de cistos que ocorrem nos seios paranasais são:

  • Cisto de retenção mucosa: o tipo mais comum, formado pelo acúmulo de muco em uma glândula mucosa obstruída da mucosa sinusal. São geralmente pequenos, assintomáticos e encontrados principalmente no seio maxilar;
  • Mucocele: cisto de maior dimensão formado pelo acúmulo de muco em todo o seio paranasal após obstrução do óstio de drenagem, podendo ser expansivo e erosivo;
  • Cisto odontogênico: formado a partir de estruturas dentárias, podendo projetar-se para o interior do seio maxilar;
  • Cisto dermóide e epidermóide: lesões congênitas menos frequentes que podem ocorrer na região nasal e paranasal;
  • Cisto esfenoidal: menos comum, mas clinicamente relevante por sua proximidade com o nervo óptico e a carótida interna.

Quais são os sintomas do cisto nos seios da face?

A maioria dos cistos de retenção mucosa é completamente assintomática. Quando causam sintomas, estes podem incluir sensação de pressão ou desconforto facial, especialmente na região das bochechas; cefaleia de localização frontal ou facial; obstrução nasal, que pode ser unilateral; secreção nasal persistente; e redução do olfato (hiposmia).

É importante diferenciar o cisto paranasal de outras condições que causam sintomas semelhantes, como a sinusite aguda, sinusite crônica e pólipos nasais.

Como o otorrinolaringologista diagnostica o cisto nos seios da face?

O diagnóstico dos cistos paranasais é realizado principalmente por exames de imagem. A tomografia computadorizada dos seios da face é o exame mais utilizado, pois permite visualizar com precisão a localização, o tamanho e as relações anatômicas do cisto nos seios da face. A ressonância magnética é solicitada em casos de lesões de maior complexidade ou quando há suspeita de extensão intracraniana.

A endoscopia nasal, procedimento realizado no consultório pelo otorrinolaringologista, complementa a avaliação, permitindo visualização direta da cavidade nasal e dos óstios de drenagem dos seios paranasais. Segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, a correlação entre achados clínicos, endoscópicos e de imagem é fundamental para a conduta adequada.

Quando o cisto nos seios da face precisa de tratamento?

A grande maioria dos cistos de retenção mucosa assintomáticos não requer nenhum tratamento, apenas acompanhamento periódico. O tratamento é indicado quando o cisto causa sintomas persistentes, quando há suspeita de infecção secundária, quando o crescimento é progressivo em exames seriados, quando há comprometimento de estruturas adjacentes como na mucocele expansiva, ou quando há dúvida diagnóstica quanto à benignidade da lesão.

Quando necessário, o tratamento é cirúrgico, realizado preferencialmente por cirurgia endoscópica dos seios da face (FESS), procedimento minimamente invasivo que permite a remoção do cisto sem incisões externas e com rápida recuperação.

Quais são os riscos de não tratar o cisto nos seios da face?

A grande maioria dos cistos de retenção mucosa pequenos e assintomáticos não apresenta risco ao paciente e pode ser acompanhada clinicamente sem intervenção. No entanto, algumas situações merecem atenção: a mucocele, se não tratada, pode crescer progressivamente e causar erosão óssea, comprometendo estruturas adjacentes como a órbita ocular e a base do crânio; cistos com infecção secundária podem evoluir para abscessos; e lesões de natureza indeterminada devem ser biopsiadas para exclusão de processos malignos.

Quando procurar o otorrinolaringologista?

Consulte o otorrinolaringologista se você apresenta dor ou pressão facial persistente, obstrução nasal crônica, cefaleia facial recorrente ou se foi informado sobre a presença de um cisto nos seios da face em um exame de imagem. A avaliação especializada é fundamental para determinar se o acompanhamento é suficiente ou se é necessária alguma intervenção.

O Dr. Lucas Miranda, otorrinolaringologista em São Paulo, oferece avaliação especializada para diagnóstico e tratamento dos cistos paranasais e demais condições dos seios da face. Agende sua consulta.

Perguntas Frequentes sobre cisto nos seios da face

O cisto nos seios da face é uma das queixas mais comuns que chegam ao consultório do otorrinolaringologista, geralmente após achado incidental em tomografia ou radiografia. Abaixo, respondemos às dúvidas mais frequentes dos pacientes.

O cisto nos seios da face pode virar câncer? Não. Os cistos de retenção mucosa são lesões benignas sem potencial de malignização. No entanto, outras lesões dos seios paranasais podem ter natureza maligna, o que reforça a importância da avaliação pelo otorrinolaringologista para diferenciação diagnóstica adequada.

O cisto nos seios da face pode causar dor no rosto? Sim, em alguns casos. Cistos maiores ou que causam obstrução da drenagem sinusal podem provocar sensação de pressão ou dor facial. No entanto, a maioria dos cistos de retenção mucosa é totalmente assintomática.

Preciso operar o cisto nos seios da face? Na maioria dos casos, não. Cistos pequenos e assintomáticos são apenas acompanhados clinicamente. O tratamento cirúrgico é reservado para casos sintomáticos, progressivos ou com suspeita diagnóstica, e quando necessário, é realizado por cirurgia endoscópica dos seios da face com mínima morbidade.

Sobre o autor

Dr. Lucas Miranda — CRM-SP 207609 · RQE 133.289

Otorrinolaringologista com Residência no Hospital CEMA, Fellowship em Rinologia e aprimoramento em Medicina do Sono. Atende no Itaim Bibi, em São Paulo.

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