Agendar consulta
Agendar consulta
Início/Blog/Otomicose: infecção fúngica no ouvido, causa…

Otomicose: infecção fúngica no ouvido, causas, sintomas e tratamento pelo otorrinolaringologista

30 de junho de 2026 · 4 min de leitura · por Dr. Lucas Miranda

Otomicose: infecção fúngica no ouvido, causas, sintomas e tratamento pelo otorrinolaringologista

A otomicose é uma infecção fúngica do canal auditivo externo que causa coceira intensa, secreção e sensação de tampão no ouvido. Saiba como o otorrinolaringologista diagnostica e trata essa condição.

O que é a otomicose?

A otomicose é uma infecção fúngica que acomete o canal auditivo externo, causando inflamação, coceira intensa, descamação e desconforto. Embora seja menos conhecida do que as otites bacterianas, a otomicose responde por uma parcela significativa das queixas de ouvido, especialmente em regiões de clima quente e úmido como São Paulo.

O otorrinolaringologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar essa condição, diferenciando-a de outras causas de otalgia e otorreia e prescrevendo o antifúngico adequado.

Quais fungos causam a otomicose?

A doença é causada principalmente por fungos do gênero Aspergillus (especialmente Aspergillus niger e Aspergillus fumigatus) e por leveduras do gênero Candida. Em casos menos frequentes, outros fungos oportunistas podem estar envolvidos. O diagnóstico preciso do agente causador é fundamental para a escolha do antifúngico mais eficaz.

Fatores de risco para desenvolver otomicose

Diversos fatores aumentam a predisposição ao desenvolvimento da infecção. O uso excessivo de cotonetes, que remove o cerume protetor e causa microlesões na pele do canal auditivo, é um dos principais fatores de risco. O hábito de praticar natação ou mergulho frequente, que mantém o canal úmido por longos períodos, também favorece o crescimento fúngico.

Outros fatores incluem o uso prolongado de antibióticos tópicos otológicos, que podem desequilibrar a flora local, imunossupressão causada por doenças como diabetes mellitus ou uso de corticosteroides sistêmicos, história prévia de otite externa bacteriana e uso de aparelhos auditivos ou protetores auriculares que retêm umidade.

Quais são os sintomas da otomicose?

Os sintomas costumam ser bastante característicos e incluem:

  • Prurido (coceira) intenso no canal auditivo, frequentemente o sintoma mais incômodo;
  • Sensação de plenitude ou tampão no ouvido, com redução da audição;
  • Otorreia (secreção no ouvido) com aspecto esbranquiçado, acinzentado ou enegrecido, dependendo do fungo envolvido;
  • Otalgia (dor no ouvido), geralmente de intensidade moderada;
  • Descamação da pele do canal auditivo externo;
  • Zumbido (tinnitus) em alguns casos.

É importante destacar que a coceira intensa é o que mais diferencia a infecção fúngica da otite bacteriana, na qual a dor costuma ser o sintoma predominante. A automedicação e a tentativa de limpar o ouvido com objetos podem piorar significativamente o quadro.

Como o otorrinolaringologista diagnostica a otomicose?

O diagnóstico é essencialmente clínico, realizado por meio de videoendoscopia otológica. Ao examinar o canal auditivo externo, o médico identifica hifas fúngicas, filamentos brancos ou negros característicos, além de descamação e secreção típica da otomicose.

Em casos de difícil diagnóstico diferencial ou de recorrência, pode ser solicitada cultura micológica do material do canal auditivo para identificação precisa do agente e teste de sensibilidade aos antifúngicos. Segundo a Sociedade Brasileira de Otologia, exames de imagem raramente são necessários, exceto quando há suspeita de extensão da infecção para estruturas adjacentes.

Como é feito o tratamento da otomicose?

O tratamento envolve duas etapas fundamentais: a limpeza mecânica do canal auditivo e o uso de medicação antifúngica tópica. A limpeza, realizada pelo otorrinolaringologista com aspiração ou lavagem otológica delicada, é essencial para remover os detritos fúngicos e permitir a penetração adequada do antifúngico.

Os antifúngicos tópicos mais utilizados incluem clotrimazol, miconazol e fluconazol em solução ou creme otológico. Em casos mais resistentes ou com acometimento difuso, pode ser necessário o uso de antifúngicos sistêmicos por via oral. O tratamento costuma durar de 2 a 4 semanas, e é fundamental completar o período indicado pelo médico, mesmo após o desaparecimento dos sintomas, para evitar recidivas.

Durante o tratamento, o paciente deve evitar molhar o ouvido, não utilizar cotonetes, manter o canal auditivo seco e ventilado, e seguir rigorosamente as orientações do otorrinolaringologista.

Como prevenir recidivas de otomicose?

A infecção fúngica tem tendência à recorrência, especialmente em pacientes com fatores de risco persistentes. Para reduzir as chances de recidiva, o médico orienta sobre a importância de evitar o uso de cotonetes, proteger o ouvido durante banhos e natação com tampão auricular adequado, manter o controle glicêmico em diabéticos e evitar o uso indiscriminado de antibióticos tópicos sem indicação.

Em usuários de aparelhos auditivos, a higienização regular e correta dos dispositivos é fundamental para prevenir a otomicose. Consultas periódicas com o otorrinolaringologista são recomendadas para monitoramento e orientação preventiva. Saiba mais sobre a saúde auditiva em nosso blog.

Quando procurar o otorrinolaringologista?

Procure o especialista se você apresentar coceira persistente no ouvido, secreção de aspecto incomum, sensação de tampão que não melhora ou qualquer combinação dos sintomas descritos. A automedicação pode mascarar o quadro, atrasar o diagnóstico correto e favorecer resistência fúngica.

O Dr. Lucas Miranda, otorrinolaringologista em São Paulo, está disponível para avaliar, diagnosticar e tratar a otomicose e demais condições do ouvido, nariz e garganta. Agende sua consulta e receba o cuidado especializado que você merece.

Sobre o autor

Dr. Lucas Miranda — CRM-SP 207609 · RQE 133.289

Otorrinolaringologista com Residência no Hospital CEMA, Fellowship em Rinologia e aprimoramento em Medicina do Sono. Atende no Itaim Bibi, em São Paulo.

Agendamento online

Tem esse sintoma? Não adie a avaliação.

A intervenção precoce evita anos de má qualidade de sono e respiração ineficaz. Agende sua consulta com o Dr. Lucas Miranda.