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Estenose Laríngea: o que é, causas, sintomas e tratamento pelo otorrinolaringologista

30 de junho de 2026 · 3 min de leitura · por Dr. Lucas Miranda

Estenose Laríngea: o que é, causas, sintomas e tratamento pelo otorrinolaringologista

A estenose laríngea é o estreitamento patológico da laringe que pode causar rouquidão, estridor e dificuldade respiratória. Conheça as causas, sintomas e opções de tratamento com o otorrinolaringologista.

O que é a estenose laríngea?

A estenose laríngea é o estreitamento patológico da laringe, a estrutura da garganta responsável pela passagem do ar entre a faringe e a traqueia e pela produção da voz. Quando esse estreitamento ocorre, o fluxo de ar fica comprometido, podendo causar desde rouquidão e dificuldade para falar até dificuldade respiratória grave.

O otorrinolaringologista é o especialista fundamental no diagnóstico e tratamento da estenose laríngea, atuando tanto na investigação das causas quanto na definição da abordagem terapêutica mais adequada para cada paciente.

Quais são as principais causas da estenose laríngea?

A estenose laríngea pode ser adquirida ou congênita. Entre as causas adquiridas, as mais comuns são:

  • Intubação orotraqueal prolongada: o uso de tubo endotraqueal por períodos prolongados, especialmente em UTIs, é uma das causas mais frequentes de estenose laríngea adquirida em adultos, causando isquemia e cicatrização patológica da mucosa laríngea;
  • Traqueostomia: o procedimento pode causar estenose subglótica ou traqueal nos meses seguintes à cirurgia;
  • Trauma externo no pescoço: acidentes automobilísticos, ferimentos e traumas diretos podem lesar a estrutura cartilaginosa da laringe;
  • Refluxo laringofaríngeo: a exposição crônica da laringe ao ácido gástrico pode induzir processo inflamatório e cicatricial;
  • Doenças inflamatórias e autoimunes: como granulomatose com poliangiite (Wegener), amiloidose, sarcoidose e síndrome de Sjögren;
  • Neoplasias: tumores benignos ou malignos da laringe podem causar estenose progressiva;
  • Radioterapia cervical: o tratamento radioterápico pode induzir fibrose e estenose tardia.

A estenose laríngea congênita, mais rara, resulta de alterações do desenvolvimento fetal, como a laringomalácia e as estenoses subglóticas congênitas.

Quais são os sintomas da estenose laríngea?

Os sintomas da estenose laríngea variam de acordo com o grau de estreitamento e a velocidade com que a obstrução se instala. O principal sinal é o estridor, um som agudo e musical percebido durante a respiração, especialmente na inspiração. Outros sintomas frequentes incluem:

  • Dispneia (dificuldade para respirar), inicialmente aos esforços e depois em repouso;
  • Disfonia (alteração da voz) ou afonia (ausência de voz);
  • Tosse crônica e irritativa;
  • Sensação de corpo estranho na garganta;
  • Cianose (coloração azulada dos lábios e extremidades) nos casos graves;
  • Intolerância ao esforço físico progressiva.

Como o otorrinolaringologista diagnostica a estenose laríngea?

O diagnóstico da estenose laríngea começa com a avaliação clínica detalhada, incluindo história médica completa, especialmente sobre intubações prévias, traqueostomias e doenças sistêmicas. O exame fundamental é a nasofibrolaringoscopia, que permite visualização direta da laringe e mensuração do grau de estreitamento.

Exames complementares incluem tomografia computadorizada do pescoço e tórax, que delimita com precisão a extensão e a localização do estreitamento, e a laringoscopia direta sob anestesia geral, que permite avaliação mais detalhada e coleta de biópsia quando necessário. Segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, a classificação do grau de estenose é essencial para o planejamento terapêutico.

Quais são os tratamentos para estenose laríngea?

O tratamento da estenose laríngea depende da causa, da localização, do grau e da extensão do estreitamento, além do estado geral do paciente. As principais modalidades terapêuticas são:

  • Dilatação endoscópica: procedimento minimamente invasivo realizado por laringoscopia, utilizando dilatadores ou balão de dilatação para ampliar o lúmen laríngeo. Pode ser necessária repetição periódica;
  • Ressecção endoscópica a laser: utiliza laser CO2 ou KTP para vaporizar o tecido cicatricial estenótico com precisão e mínimo sangramento;
  • Injeção de corticosteroide intralesional: associada às dilatações ou ressecções, reduz a resposta inflamatória e cicatricial;
  • Laringoplastia de expansão: cirurgia aberta que utiliza enxertos cartilaginosos (geralmente da cartilagem tireoide ou costal) para ampliar a luz laríngea;
  • Ressecção e anastomose: nos casos de estenose segmentar extensa, pode ser necessária a remoção do segmento estenosado com reconstrução da continuidade laríngea ou traqueal.

O acompanhamento pós-operatório é fundamental, com fonoterapia para reabilitação vocal e respiratória e revisões endoscópicas periódicas.

Quando buscar avaliação com o otorrinolaringologista?

Procure avaliação médica imediata se apresentar estridor respiratório, dificuldade progressiva para respirar, alteração importante da voz após intubação ou traqueostomia, ou qualquer sintoma sugestivo de obstrução de vias aéreas. A estenose laríngea não tratada pode evoluir para obstrução completa das vias aéreas, uma emergência médica.

O Dr. Lucas Miranda, otorrinolaringologista em São Paulo, oferece avaliação especializada para diagnóstico e tratamento da estenose laríngea e demais condições da laringe, faringe e vias aéreas superiores. Agende sua consulta.

Sobre o autor

Dr. Lucas Miranda — CRM-SP 207609 · RQE 133.289

Otorrinolaringologista com Residência no Hospital CEMA, Fellowship em Rinologia e aprimoramento em Medicina do Sono. Atende no Itaim Bibi, em São Paulo.

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