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Tonturas e Desequilíbrio: como o otorrinolaringologista avalia e trata os distúrbios vestibulares

30 de junho de 2026 · 3 min de leitura · por Dr. Lucas Miranda

Tonturas e Desequilíbrio: como o otorrinolaringologista avalia e trata os distúrbios vestibulares

Os distúrbios vestibulares causam tonturas, desequilíbrio e vertigem. Saiba como o otorrinolaringologista realiza a avaliação vestibular e quais são as principais condições que afetam o equilíbrio.

O que são distúrbios vestibulares?

Os distúrbios vestibulares são condições que afetam o sistema responsável pelo equilíbrio do organismo, localizado principalmente no ouvido interno (labirinto). Quando esse sistema é acometido, o paciente pode apresentar tontura, vertigem, desequilíbrio, instabilidade na marcha e outros sintomas que comprometem significativamente a qualidade de vida.

O otorrinolaringologista, especialmente aquele com formação em otoneurologia, é o especialista mais indicado para a avaliação completa do paciente com queixas de tontura e desequilíbrio, uma vez que a maioria das causas dessas condições tem origem no sistema labiríntico, cuja avaliação está dentro da especialidade otorrinolaringológica.

Quais são as principais causas de distúrbios vestibulares?

O diagnóstico diferencial das tonturas é amplo, mas as causas mais frequentes de origem vestibular periférica incluem:

  • VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna): a causa mais comum de vertigem, provocada pelo deslocamento de cristais de carbonato de cálcio (otólitos) para os canais semicirculares do ouvido interno;
  • Neurite Vestibular: inflamação do nervo vestibular, geralmente de origem viral, que causa vertigem intensa e aguda com duração de dias a semanas;
  • Doença de Ménière: condição caracterizada por episódios recorrentes de vertigem, perda auditiva flutuante, zumbido e sensação de plenitude no ouvido;
  • Labirintite: inflamação do labirinto que pode ser de origem viral, bacteriana ou autoimune;
  • Fístula perilinfática: ruptura das membranas que separam o labirinto do ouvido médio, causando vazamento de perilinfa;
  • Otite média crônica com colesteatoma: pode causar erosão das estruturas labirínticas com comprometimento vestibular.

Como o otorrinolaringologista avalia os distúrbios vestibulares?

A avaliação dos distúrbios vestibulares começa com uma anamnese detalhada, onde o otorrinolaringologista investiga as características da tontura (se há sensação de rotação, duração dos episódios, fatores desencadeantes), sintomas associados como zumbido, perda auditiva e plenitude auricular, e histórico médico completo.

Os exames complementares incluem: audiometria tonal e vocal para avaliação da audição; impedanciometria para avaliação da função da orelha média; vectoeletronistagmografia (VENG) para avaliação dos reflexos oculomotores e do sistema vestibular; posturografia dinâmica para avaliação do equilíbrio postural; e ressonância magnética do encéfalo nos casos em que se suspeita de causa central.

Segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, a avaliação otoneurológica completa é essencial para o diagnóstico preciso da causa de cada quadro de tontura, uma vez que o tratamento é específico para cada etiologia.

Quais são as opções de tratamento para distúrbios vestibulares?

O tratamento dos distúrbios vestibulares é altamente individualizado e depende do diagnóstico estabelecido. As principais abordagens incluem:

  • Manobras de reposicionamento: para a VPPB, as manobras de Epley, Semont e Brandt-Daroff são altamente eficazes na resolução dos episódios de vertigem posicional;
  • Medicação vestibulossupressora: nos episódios agudos de vertigem intensa, medicamentos como dimenidrinato, ondansetrona e betaistina podem ser utilizados para alívio sintomático;
  • Reabilitação vestibular: programa de exercícios específicos realizados com fisioterapeuta especializado para promover a compensação central dos déficits vestibulares periféricos;
  • Tratamento específico da causa: na doença de Ménière, podem ser utilizados diuréticos, corticosteroides intratimpânicos ou cirurgia endolinfática; na neurite vestibular, corticosteroides sistêmicos auxiliam na recuperação;
  • Tratamento cirúrgico: indicado em casos selecionados de VPPB refratária, fístula perilinfática e doença de Ménière resistente ao tratamento clínico.

Quando procurar o otorrinolaringologista por causa de tontura?

Deve-se buscar avaliação especializada em casos de vertigem intensa e aguda que dure mais de 24 horas, episódios recorrentes de tontura mesmo que breves, tontura acompanhada de perda auditiva ou zumbido, desequilíbrio progressivo que interfere com atividades do dia a dia, ou tontura após trauma craniano. A avaliação precoce permite diagnóstico correto e início de tratamento adequado, evitando cronificação dos sintomas e limitações funcionais.

O Dr. Lucas Miranda, otorrinolaringologista em São Paulo, realiza avaliação otoneurológica completa para diagnóstico e tratamento dos distúrbios vestibulares. Agende sua consulta e recupere sua qualidade de vida.

Sobre o autor

Dr. Lucas Miranda — CRM-SP 207609 · RQE 133.289

Otorrinolaringologista com Residência no Hospital CEMA, Fellowship em Rinologia e aprimoramento em Medicina do Sono. Atende no Itaim Bibi, em São Paulo.

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