
A fratura nasal é a fratura mais comum da face e pode deixar o nariz torto e com obstrução respiratória se não for tratada a tempo. Veja os sintomas, os primeiros cuidados após o trauma e quando a redução ou a cirurgia é necessária.
A fratura nasal é a fratura mais comum da face: o nariz, por sua posição de destaque, é a primeira estrutura atingida em quedas, acidentes, práticas esportivas e agressões. Além da dor e do inchaço imediatos, a fratura nasal pode deixar sequelas estéticas e funcionais — como nariz torto e obstrução respiratória — quando não é avaliada e tratada no tempo certo.
Neste artigo, o Dr. Lucas Miranda, otorrinolaringologista em São Paulo, explica como reconhecer uma fratura nasal, o que fazer logo após o trauma, quando a redução é necessária e como é a recuperação.
O que é a fratura nasal?
A fratura nasal é a quebra dos ossos próprios do nariz, que podem se desalinhar ou afundar após um impacto. Com frequência, o trauma também atinge o septo nasal — a estrutura de cartilagem e osso que divide as fossas nasais —, causando desvios e, em alguns casos, o temido hematoma septal.
Principais causas
- Quedas, especialmente em crianças e idosos;
- Acidentes de trânsito, incluindo bicicletas e motocicletas;
- Esportes de contato e com bola (futebol, basquete, lutas);
- Agressões físicas;
- Acidentes domésticos e de trabalho.
Sintomas: como saber se o nariz está quebrado
Após um trauma no nariz, os sinais que sugerem fratura nasal incluem:
- Dor intensa e inchaço imediato do nariz;
- Sangramento nasal (epistaxe);
- Deformidade visível: nariz torto, afundado ou desalinhado;
- Obstrução para respirar por uma ou pelas duas narinas;
- Hematomas ao redor dos olhos (“olhos roxos”);
- Estalido ou crepitação ao toque.
Nem toda fratura nasal apresenta deformidade evidente nas primeiras horas: o inchaço pode mascarar o desalinhamento, que só se torna visível dias depois. Por isso a avaliação especializada é tão importante.
O que fazer logo após o trauma no nariz
- Aplique compressas frias nos primeiros dois dias para reduzir o inchaço;
- Mantenha a cabeça elevada, inclusive ao dormir;
- Comprima suavemente as narinas em caso de sangramento, inclinando a cabeça para a frente;
- Evite assoar o nariz com força;
- Não tente “colocar o nariz no lugar” por conta própria;
- Procure avaliação médica, de preferência com otorrinolaringologista, nas primeiras 48 a 72 horas.
Se o sangramento for volumoso e não parar com a compressão, procure atendimento de urgência. Saiba mais sobre como agir em nosso artigo sobre epistaxe (sangramento nasal).
Diagnóstico da fratura nasal
O diagnóstico é essencialmente clínico: o otorrinolaringologista examina o nariz por fora e por dentro, avaliando desvios, mobilidade dos ossos e o estado do septo. A endoscopia nasal permite descartar o hematoma septal — coleção de sangue sob a mucosa do septo que, se não drenada rapidamente, pode destruir a cartilagem e deformar o nariz.
Radiografias têm valor limitado; a tomografia computadorizada é reservada para suspeita de fraturas associadas da face. Em traumas de maior energia, o médico também avalia órbitas, maxilar e mandíbula.
Tratamento: quando a fratura nasal precisa de redução
Fraturas sem desvio
Quando os ossos permanecem alinhados e a respiração está preservada, o tratamento é conservador: analgésicos, compressas frias, cuidados locais e acompanhamento até a consolidação, que ocorre em cerca de quatro a seis semanas.
Redução fechada
Se há desvio dos ossos nasais, o ideal é realizar a redução fechada — o reposicionamento manual dos ossos — dentro de 7 a 14 dias do trauma, antes que os ossos comecem a se consolidar na posição errada. O procedimento é rápido, feito sob anestesia local ou sedação, seguido do uso de um curativo moldável externo por alguns dias.
Cirurgia (septoplastia e rinosseptoplastia)
Quando a fratura nasal é diagnosticada tardiamente ou evolui com sequelas — nariz torto consolidado ou desvio de septo com obstrução respiratória —, a correção é cirúrgica. A septoplastia corrige o septo desviado e a rinosseptoplastia trata, no mesmo tempo cirúrgico, a função respiratória e a estética do nariz.
Fratura nasal em crianças
Nas crianças, o nariz ainda está em crescimento, e traumas podem afetar seu desenvolvimento. A avaliação deve ser precoce e o acompanhamento, mais rigoroso: mesmo fraturas aparentemente simples merecem reavaliação, pois deformidades podem se acentuar com o crescimento facial.
Perguntas frequentes sobre fratura nasal
Fratura nasal cola sozinha?
Os ossos se consolidam sozinhos em poucas semanas — porém na posição em que estiverem. Se houver desvio, o nariz “cola torto”, e a correção depois exigirá cirurgia. Por isso a janela de 7 a 14 dias para a redução é tão valiosa.
Quanto tempo leva a recuperação?
O inchaço maior regride em uma a duas semanas, e a consolidação óssea ocorre em quatro a seis semanas. Atividades físicas de contato devem ser evitadas por, no mínimo, seis semanas.
Toda fratura nasal deixa o nariz torto?
Não. Fraturas alinhadas ou reduzidas no tempo certo costumam evoluir sem deformidade. O acompanhamento com o otorrinolaringologista garante a melhor evolução estética e funcional.
Sofreu um trauma no nariz? Agende sua avaliação em São Paulo
A fratura nasal tem tratamento simples quando avaliada precocemente — e correções mais complexas quando negligenciada. Conforme orienta a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, todo trauma nasal com dor, deformidade ou obstrução merece exame especializado. Agende uma consulta com o Dr. Lucas Miranda e proteja a forma e a função do seu nariz.
Dr. Lucas Miranda — CRM-SP 207609 · RQE 133.289
Otorrinolaringologista com Residência no Hospital CEMA, Fellowship em Rinologia e aprimoramento em Medicina do Sono. Atende no Itaim Bibi, em São Paulo.
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